Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

Nojo, realmente nada de outro me passa pela cabeça para descrever o que estou a sentir.
Como é impressionante o facto de ter sempre ignorado o que tinha á minha frente, como é estúpida a maneira que eu usei para não ver o que era óbvio.
Sempre ouvi dizer que o amor era cego, mas nunca pensei que chegasse ao ponto de se tornar ignorante e ver tudo a passar á frente dos meus olhos, e eu apenas não querer saber.
nojo que eu tenho de cada palavra que disseste sem ser verdade, dos beijos que me deste em que disfarçavas tão bem essa tua indiferença.
Claro que dizem que volto, como sempre voltei, como é regra voltar, mas sinceramente, desta vez não estou disposta a seguir a regra.
Estou angustiada, dessa tua maneira de ser, e ao mesmo tempo felicito-te pelo talento nato que herdas-te... realmente, enganar alguém durante 18 meses não deve ser fácil, requer muito carisma e tomates.
Por isso, se alguma vez vieres ler este texto, estás de parabéns meu querido, por tudo o que alguma vez desejas-te se estar a tornar real.
Nojo... tenho nojo de mim, por ir na tua cantiga e deixar-me envolver, por fazer parte de uma canção que ias cantando aos poucos que a escrevias.
Mete-me nojo, cada segundo da minha vida que passei a arranjar desculpas para ti, para o que fazias, desculpas para conseguir acreditar.
sabes bem que podia continuar este texto, a numerar cada acto mais infeliz, seria capaz de passar o resto da minha vida a escrever isto, e nunca mais o acabava, mas isso implicava seres parte dos meus dias, e disso, estou eu farta.
Por esse motivo, sem estar a ser rude, desejo-te o melhor que as tuas atitudes miseráveis te podem dar.
adeus, até um dia.

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